Um homem como um porco

Boussè, Burkina Faso, 2009. Foto de Marco Bellucci

O ônibus parou no ponto da Avenida Vital Brasil, quando olho pela janela, logo alí, ao meu lado e para todo mundo ver – mas parece que quase ninguém vê -, um senhor com aparência de morador de rua enfiava um copo descartável dentro de um saco preto de lixo, retirando para comer sua refeição, o copo cheio de macarrão misturado a outros dejetos. E ele não parou. Com sua barba mal feita, toda suja com o primeito copo com os restos do macarrão, ele enfia novamente a mão lá e volta a colocar o lixo na boca. O LIXO NA BOCA.

Dá vontade de chorar. Não posso fazer nada naquele momento, apenas ver aquele senhor abandonado, um ser humano que certamente tem uma história, que já teve pai e mãe, que tem anseios e medos como todo nós. Já teve um amor? Já foi amado? Já sentiu o carinho de outro ser humano? Quem não foi e quem não teve. Sonhos e esperança? Ele ri de algo? Talvez não mais.

Hoje está na rua como um porco. A diferença é sua consciência de não ser um porco.

A imagem não sairá da minha memória. A pior quase depois de um mês após voltar de três meses de viagem. É difícil, às vezes, não bater uma profunda tristeza e desejar nunca ter tido consciência desse mundo.

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Herege, peça desculpas ao seu professor!

(Publicado originalmente 27 de setembro de 2007 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/6943.html)

Apenas uma reminiscência que algumas leituras agora me fizeram lembrar.

Em 2004, na metade do meu mestrado em física de partículas elementares (mestrado fracassado, que entrarei em detalhes algum outro dia), pouco antes de partir para uma escola de verão que participei sobre física de neutrinos, em Trento, no ECT*, um evento me chocou. O professor Victor Rivelles enviou um email para a lista geral do departamento de física matemática, do IFUSP, reclamando dos alunos de pós-graduação que não iam nos colóquios do departamento. Apenas respondi ao professor que isso não era tão difícil de se compreender, além do fato consumado que nem os professores do IFUSP serviam (ainda não servem?) de exemplo aos alunos, pois frequentavam raramente os colóquios, palestras e seminários mais gerais do instituto de física da USP (não posso afirmar, não podia, nem nunca afirmei, sobre a frequência dos professores nos colóquios dos outros departamentos).

Para minha surpresa, minha então orientadora me chamou esse dia, pedindo que eu fosse me desculpar com professor Rivelles. Ela me disse que o professor Rivelles foi falar com ela (por que será que ele não veio falar diretamente comigo?), pois não tinha entendido meu email, já que meu nome não aparecia em nenhum dos livros de assinatura dos colóquios. Me explicando que eu não assinava os livros, por achar que não passava de mera formalidade, pois devíamos ir ao colóquios pelo interesse no assunto (coisa que eu ainda tinha muito na época), além de ter ido na maioria dos colóquios.

Mesmo assim, insistiram no pedido de desculpas.

Fui falar com o professor Rivelles e apenas repeti, em palavras, o que eu pensava sobre o assunto. Também expliquei para ele porque eu não assinava (quase nunca assinei – apenas quando minha orientadora me via nos colóquios do departamento, hehehe) e me parece (não ficou muito claro para mim o que ele pensou, portanto apenas parece) que ele compreendeu, apesar de não concordar comigo que eu não queria assinar o livro. Obviamente não pedi as desculpas.

Desculpas por que? Fiz algo errado? Falei alguma mentira?

Segue o email:

Re: IMPORTANTE: SOBRE OS COLÓQUIOS DO DFMA


  • To: “Victor O. Rivelles” <>
  • SubjectRe: IMPORTANTE: SOBRE OS COLÓQUIOS DO DFMA
  • FromEverton Zanella Alvarenga <>
  • Date: Thu, 29 Apr 2004 12:53:57 -0300 (BRT)
  • Cc: Lista da Física Matemática <dfma-gen@fma.if.usp.br>, “Lista soc-gen (alunos do IFUSP)” <soc-gen@socrates.if.usp.br>, Lista do Cefisma <cefisma-lista@socrates.if.usp.br>
  • Delivered-to: mailing list dfma-gen@fma.if.usp.br
  • In-reply-to: <Pine.LNX.4.44.0404281304400.4744-100000@strings.if.usp.br>
  • Mailing-list: contact dfma-gen-help@fma.if.usp.br; run by ezmlm
  • Sender: Everton Zanella Alvarenga <>

Prezados professor Rivelles e demais,

de fato é lamentável, no entanto acredito que este seja um problema que
comece bem cedo, quando os alunos ingressam no curso de graduação.
Se vocês vissem o número de alunos que iam nos seminários voltados para os
próprios alunos de graduação, ficariam desolados. Inclusive, neste ano,
_nenhum_ aluno tomou a iniciativa em continuar organizando os seminários
(http://euclides.if.usp.br/~seminar) [(1) correção desse link no final do post].Talvez porque alguns alunos que
acham que estão fazendo alguma coisa preocupam-se ou com o “movimento sem
terra” ou querem que os professores passem mais horas copiando os livros
na lousa (ao alunos, minha sugestão é que os docentes dêem 2 créditos ao
invés de 6, sobrando mais tempo para vocês estudarem e discutirem física,
e NÃO política hein).

Talvez seja interessante desde cedo os professores falarem sobre isso para
os alunos de graduação. Senão teremos que ter listas de presenças para
“estimular” os alunos a irem, ou quem sabe, atrai-los meramente pela fome
do estômago e não pela da mente. Inclusive, este fenômeno, acredito eu,
ocorre numa escala muito maior aqui no IFUSP. Basta vermos a quantidade de
professores que tem o hábito de ir nos colóquios de quinta. Talvez existam
alguns que _nunca_ foram a eventos desta natureza.

Sobre as perguntas, concordo que deveria haver mais discussões/críticas no
final/durante os colóquios/seminários por parte dos alunos, mas eu
pergunto, qual é o exemplo que os professores/pesquisadores do IFUSP dão?

Sobre a página que o senhor mandou, perceba como as coisas estão bem
_centralizadas_ e organizadas. Veja como a página é bonita e bem
estruturada. Este endereço é apenas um exemplo entre inúmeros que já vi
nas páginas de institutos de física do exterior. Será que é preciso de
dinheiro para isso?

Caso exista quórum para me ajudar, fico a disposição para fazermos uma
página para os seminários/colóquios do departamento. Cordialmente,

Everton.

On Thu, 29 Apr 2004, Victor O. Rivelles wrote:

> Caros colegas e estudantes do DFMA,
>
> É lamentável que a audiência dos colóquios esteja tão baixa. No segundo
> semestre de 2003 a média foi de 27 pessoas por seminário enquanto que
> neste semestre a média tem sido de 19! O último colóquio, em 27 de abril,
> foi assistido por apenas 11 pessoas, dos quais 7 eram estudantes!!!
>
> Que alguns professores não compareçam por não sentirem-se atraídos pelo
> tema do colóquio, ou por terem compromissos no mesmo horário, é, até certo
> ponto, compreensível. Por outro lado, a atitude apática dos estudantes que
> não comparecem aos colóquios é aterradora. Imaginar que é perda de tempo
> assistir a um seminário que não tem nada a ver com sua própria tese e
> achar que é melhor resolver uma lista de exercícios durante esse tempo, é
> ledo engano. A formação de um físico vai muito além de ser capaz de fazer
> listas de exercícios e compreender o que escreveu na tese. É necessário
> situar o problema da tese dentro de um contexto mais geral, que envolve
> uma visão detalhada de sua linha de pesquisa e a inserção dessa linha de
> pesquisa dentro das grandes tendências da física contemporânea. Caso
> contrário, faz-se do trabalho de pesquisa uma mera formalidade, algo a ser
> executado apenas para obter-se um título ou mais uma publicação. Além
> disso, é necessário preparar o terreno para o pós-doutorado, para que este
> não vire uma mera extensão do trabalho de doutorado. Para isso, é
> necessário aprender novas técnicas, novas maneiras de abordar o mesmo
> problema e visualizar conexões com outros problemas. Sem isso, o
> pesquisador fica restrito, sem idéias, incapaz de produzir resultados
> interessantes. Parece, entretanto, que muitos estudantes não se dão conta
> de que os colóquios oferecem os passos iniciais para se atingir esses
> objetivos. Não percebem que essa é a maneira mais rápida e econômica de
> adquirir novos conhecimentos que serão de grande utilidade durante e após
> o doutorado. Tenho feito um grande esforço para que os colóquios sejam
> acessíveis a todos, mesmo aos alunos que acabaram de ingressar, pedindo
> aos seminaristas para não darem enfâse à parte técnica. A grande maioria
> dos colóquios têm sido nesse estilo. Tudo pronto e fácil para ser
> digerido. Parece, porém, que o apetite científico ainda precisa ser
> estimulado.
>
> Também surpreende-me a atitude dos estudantes de outros estados. Na grande
> maioria dos departamentos de física fora de SP é extremamente difícil
> manter um série regular de seminários. O principal motivo é o custo
> envolvido. O IFUSP é uma das poucas exceções, não só pelos colóquios do
> departamento como também pela grande variedade de seminários que são
> ofertados em todo o instituto. E isso só vai ser percebido quando os
> estudantes retornarem aos seus lugares de origem, ou quando os recém
> doutores nativos, que nunca sairam de SP, obtiverem um emprego em outro
> estado. Uma oportunidade rara está sendo desperdiçada! E acrescente-se,
> financiada com recursos públicos.
>
> Muitos devem estar imaginando que estou exagerando e supervalorizando os
> colóquios. Se voce pensa assim dê uma olhada no primeiro mundo. Não é
> necessário ir até lá, a internet está aí para isso. Veja o MIT, por
> exemplo:
>
http://www-ctp.mit.edu/seminars.html
>
> O colóquio para estudantes é chamado “CPT Lunch Club”. Horário: meio-dia.
> Porque meio dia? Não há aulas nesse horário de forma que todos podem
> assistir. E o almoço? Para que ninguém use isso como desculpa o almoço
> fica por conta do MIT. Free lunch!!! Eles podem arcar com essa despesa;
> nós, ainda não.
>
> A pesquisa científica é uma atividade extremamente recompensadora quando o
> objetivo está centrado na elaboração de perguntas e na busca de respostas,
> na compreensão do conhecido e na descoberta de novos horizontes. Por outro
> lado, torna-se extremamente entediante quando usada para outras
> finalidades. Se voce sofre de sonolência durante um colóquio fique
> alerta; talvez seja a hora de reavaliar seus objetivos. Afinal, como disse
> Einstein “Most of the fundamental ideas of science are essentially simple,
> and may, as a rule, be expressed in a language comprehensible to
> everyone.”
>
> Aguardo todos no próximo colóquio! Cordiais saudações,
>
> Victor Rivelles
>

********************************************************
Universidade de São Paulo, Instituto de Física (IFUSP)
Departamento de Física Matemática

Everton Zanella Alvarenga everton@fma.if.usp.br
Página: http://fma.if.usp.br/~everton
********************************************************

Fonte: http://fma.if.usp.br/lists/dfma-gen-2004/msg00032.html

(1) Correção do link: atualmente em

http://socrates.if.usp.br/~everton/seminarios/


A Universidade de São Paulo deveria melhorar seu vínculo com seus ex-alunos? O exemplo de George Smoot

(Publicado originalmente dia 14 de dezembro de 2007 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/12207.html)

Li agora pouco num tópico na comunidade Física do orkut sobre um novo centro de cosmologia fundado na UC Berkeley. Fique impressionado pela admirável atitude do físico George Smoot, laureado com o prêmio Nobel de Física em 2006, por ter doado $ 500 mil dos $ 700 mil que recebeu como prêmio. Realmente, achei louvável a iniciativa dele! Uma salva de palmas ao pesquisador! :-) (Mais sobre a atitude em US centre tackles the big questions)

Um colega, o Fernando, físico pesquisador da UFRGS, levantou um questionamento interessante:

Acho interessante como nos USA parece que é muito comum que ex-alunos façam doações aonde estudaram.

A minha curiosidade é se esse é um gesto de desprendimento (estou falando das doações em geral, e nao caso do Smoot) ou se tem vantagens fiscais?

PS: Mesmo que tenha vantagens fiscais, acho interessante.

Como é o tipo de vínculo e relação das universidades nos EUA, em geral, com seus ex-alunos?

Pergunto isso por causa de um exemplo que me veio à cabeça de um amigo que se formou comigo no IFUSP, fez o doutorado direto no Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP e agora faz o pós-doc num Max Planck, na Alemanha.

Não é preciso dizer que esse meu amigo é um bom estudante, para ter chegado onde chegou. Lembro dele na USP, sempre muito disciplinado até mesmo na prática de esportes, não só nos estudos. Ele fazia as coisas que tinha que fazer com relação à pesquisa, mas não deixava de usar o centro poliesportivo da universidade (o CEPE).

Logo depois da defesa de tese dele, conforme está registrado na minha memória, lembro que ele tinha certa obrigação de ir na seção de pós-graduação do IAG para descadastrar a carteirinha dele. Ou seja, já no outro dia ele não teria nenhum vínculo formal com a universidade onde ele passou seus últimos 8 anos.

Um ex-aluno da USP, por não possuir carteirinha da universidade, não pode, por exemplo: entrar na universidade nos finais de semana com seu carro; não pode usar o CEPE; não pode retirar os livros das bibliotecas (alguém já viu as catracas para entrar no IAG?); não pode usar o hospital universitário, no caso de não morar nos arredores da universidade; não pode usar o restaurante universitário e por aí vai.

O Adriano, amigo que hoje faz seu pós-graduação no Instituto de Física Teórica da UNESP, ex-aluno de graduação em física da USP São Carlos, comentou ter ficado surpreso que ele pôde entrar no Stoa.

Tom, eu fiquei surpreso quando notei que podia ao menos me cadastrar no Stoa, sendo ex-aluno da USP.

Não tem mais nada que eu possa fazer como ex-aluno da USP.

Outro amigo, o Daniel, pós-doc na Brown University, também fez um comentário interessante sobre o assunto.

(1) As vantagens fiscais de *doações*, aqui nos USA, não são poucas. O abatimento do Imposto de Renda é fantástico. ;-) E, não me entendam mal: Eu não acho que isso diminui a “nobreza” do ato propriamente dito — Se o Bill Gates doa 30 BILHÕES de dólares porque abate do Imposto de Renda dele… eu não tô nem aí: o que importa é que tem MUITA pesquisa sendo feita por causa disso! :-P

(2) Tom, um exemplo de como se trata ex-aluno: Tenho um amigo formado em Ciências Políticas (bacharelado/undergraduate) aqui em Amherst (UMass Amherst). Agora ele faz o PhD dele aqui na Brown (também em Ciência Política: Comparative Politics). Um belo dia, ele precisava duns dados da ONU. Porém, a Brown ainda não tinha recebido o censo mais recente, enquanto que a escola dele possuía um único CD com tais dados. Ele ligou pra escola (de onde ele se formou há 2+ anos atrás!), se identificou, e explicou o que ele queria e o porquê. A *bibliotecária* não teve dúvidas: Pôs no correio pra ele, na hora! Sem titubear, sem xurumelas! Depois, quando ele já tinha feito uso dos dados e do CD (lembre-se, do ÚNICO CD disponível na biblioteca da escola!), ele foi devolvê-lo pessoalmente, pra agradecer a moçoila. :-)

Olha, não é todo lugar que é assim, mil-maravilhas. Amherst é uma escola pequena, as pessoas se lembram de vc, a coisa funciona dum jeito diferente, tem outro pique. Aqui na Brown, não só a escola mantém contato com os “alumnæ”, como também o Depto de Física mantém uma “newsletter”. Cazzo, a Brown manda a “Browm Magazine” pra casa dos meus pais, no Brasil! (Assim como também mandam pra casa de muito mais gente fora do país. ;-) Meu orientador se formou no MIT (bacharelado) e Harvard (pós) e, até hoje (!), recebe a “Aluminæ Magazine” de *ambas* as instituições… e já se vão uns bons 45+ anos!!!

Claro, num lugar com o tamanho da USP… isso é praticamente impossível, efetivamente inviável. Mas, isso não quer dizer que a “galera” não pode cooperar…

(3) Deixa eu te contar uma estória minha: Logo que eu cheguei aqui na Brown, por causa de burRocracias internas do Depto de Física (e da Escola de Pós-Graduação), eles precisavam de outro Histórico Escolar meu — como eu fiz algumas matérias da pós ainda como aluno do bacharelado, precisavam de outra cópia das coisas todas. Bom, como vcs bem sabem, *nada* acontece nas secretarias do IFUSP que não leve um mínimo de 15 dias… pelo menos era assim naquela época [jurássica, que é a minha]. Não dava pra esperar 15 dias: eu ainda era “fresco” aqui, não sabia como as coisas funcionavam, os caras estavam pressionando… e eu com medo: “Vai que dá algum xabú?! Putz, é tão difícil chegar até aqui, agora por causa duma besteira…”

Bom, fiz a única coisa que eu podia fazer: Encontrei o email da secretária de pós do IFUSP e mandedi uma mensagem, me explicando e tudo mais.

Resultado: no dia **seguinte** tinha um **PDF** no meu INBOX!!! :-P ;-)

Caraca, aquele PDF salvou a pátria! 8-)

Mas, minha questão é: Se eles podem fazer um atendimento tão rápido e flexível assim, por que é que, se eu estivesse lá, cara-a-cara com o fulano, ele não poderia simplesmente *imprimir* (apertando um único botão!) meu Histórico, na hora?!!! Por que 15 dias?!!!

É isso bixo… é isso que ‘mata’. O pessoal aqui costuma dizer que “good staff is paramount for a good business”, e estão cobertos de razão: quando vc lida com gente simpática, com um sorriso no rosto, que está se predispondo a te ajudar… TODO mundo fica mais FELIZ!

Isso não quer dizer NADA, eu sei; no final das contas todo lugar tem burRocracia, em todo lugar as coisas NÃO funcionam e tudo mais que a gente já conhece… mas, pelo menos, vc fica “bem enganado”! ;-)

Várias vezes eu precisei de “coisas” aqui e não deu pra acontecer por causa de burRocracia… mas, o pessoal costuma ser tão cortês e gentil que vc fica até contente que teve que conversar com tanta gente pra não conseguir nada! ;-)

Quem aqui nunca enfrentou situações semelhantes com relação à burocracia da universidade em suas secretarias? Não vou relatar meus exemplos (não hoje), pois estou de bom humor.

Me pergunto: a universidade não deveria ter um cuidade melhor (como? qual?) com seus ex-alunos, principalmente os que estão, realmente, sendo exemplos para o local de onde estudaram e para a sociedade? Que exemplos temos dos ex-alunos, mão-de-obra formada pela universidade, que mantiveram algum vínculo com ela? Temos casos de ex-alunos que fazem essas doações, como várias vezes já li ocorrer no EUA?

Não temos vários políticos, ex-estudantes de universidade públicas, com seus patrimônios são enormes, conforme podemos checar no site Excelências, da Transparência Brasil, que poderiam ajudar em projetos para o desenvolvimento da Universidade e consequente progresso para a sociedade? Alguém aqui conhece exemplos de ações nesse sentido, não apenas para simples promoções pessoais?

Talvez seja por isso, por exemplo, que algumas pessoas prefiram usar páginas de Internet até mesmo de empresas, ao invés de algo com o domínio da própria universidade onde estudaram, que, em muitos casos, chegou até a ser a primeira morada deles por um bom tempo.

Triste.