Chinês, grego, persa ou alguma outra língua?
14 14UTC Outubro 14UTC 2009
(Publicado originalmente 19 de março de 2008 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/18708.html Nota: Há poucos meses optei por aprender árabe, mas isso merece um post explicativo, que farei em breve)
Estou cogitando aprender alguma língua por diversão e, sem pesquisar muito, essas línguas do título do post são algumas que já tinha em mente há um bom tempo, por motivações diversas não muito bem definidas ainda. Quero alguma língua com um alfabeto diferente do latino.
Se for levar em conta o número de nativos que falam a língua, certamente chinês ser a primeira na minha lista. Para ler algo original dos gregos, que ainda quero ler muito, como disse num post antigo, acredito a melhor opo ser o grego mesmo (apesar que pretendo estudá-los lendo mais as traduações para o inglês, pois desconfio que ser mais provável achar algo melhor do que em português, além de ter mais livros e textos disponíveis gratuitamente na Internet em inglês). Uma terceira opção é o persa, mais por causa de uma amiga que tenho no Irã, que conheci pela Internet. Também porque ouvi algumas músicas iranianas que me pareceram legais. Ou seja, minhas motivações ainda estão pouco definidas.
Fui pesquisar agora pouco sobre outros alfabetos, para analisar outras possibilidades, e a Wikipedia tem um artigo interessante, que acabou me deixando com mais dúvidas, History of the alphabet. Talvez vou acabar escolhendo alguma língua oriental, vamos ver. A escolha do grego talvez seria muito ocidentocêntica. :-P Sobre o chinês, desconfio que poderão sugir cada vez mais e mais trabalhos interessantes produzidos na China e disponíveis na Internet, como já podemos ver através da lista de universidade chinesas no OpenCourseWare Consortium. Também tenho motivações toscas para escolher o chinês. Apesar de não parecer, tenho tataravós chineses (junto com toda a misturada européia) e a comida que mais gosto é a chinesa (pelo menos a ocidentalizada :-).
Se algum estuda alguma língua com algum alfabeto diferente do que estamos acostumados, gostaria de saber qual sua principal motivação. Quem sabe não acabo descobrindo algo legal que eu ainda no sei sobre essas outras línguas? :-)
Duas páginas boas com cursos gratuitos de várias lnguas: Free Online Language Courses e FSI Language Courses. Pesquisando na Internet deve existir muito mais.
Por que as pessoas só se revoltam quando ocorrem tragédias?
12 12UTC Outubro 12UTC 2009
(Publicado originalmente 18 de julho de 2007 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/4778.html)
Quando vemos casos isolados de violência contra algumas poucas pessoas, ou tragédias em que algumas dezenas ou centenas de pessoas morrem, as pessoas não param de comentar sobre o assunto todas revoltosas, não pára de sair matéria na mídia, não param de tentar achar os responsáveis. Essas são as tragédias locais.
Por que não vemos a mesma revolta nas pessoas e repercussão quando ocorrem eventos que prejudicam toda uma sociedade, por exemplo, os absurdos na administração do dinheiro público que vemos a todo instante, cujas consequências podem ser a morte (lenta, é verdade) de milhões? Inclusive, até soa estranho usar o termo tragédia para esse caso, já que o desvio do dinheiro público não causa piedade ou horror em praticamente ninguém.
As tragédias acabam sendo capa de jornais e revistas durante meses e até anos, enquanto esses problemas que atingem milhões de pessoas, passadas algumas semanas, todo mundo esquece e sempre sai (se sai) apenas num cantinho do jornal.
Animals — Animais
10 10UTC Outubro 10UTC 2009
I think I could turn and live with animals,
they are so placid and self-contained
I stand and look at them long and long.
They do not sweat and whine about their condition,
They do not lie awake in the dark and weep for their sins,
They do not make me sick discussing their duty to God,
Not one is dissatisfied,
not one is demented with the mania of owning things,
Not one kneels to another,
nor to his kind that lived thousands of years ago,
Not one is respectable or industrious over the whole earth.
—
Creio que poderia transformar-me e viver com os animais,
eles são tão calmos e donos de si.
Detenho-me para contemplá-los sem parar.
Eles não anseiam nem se queixam da própria condição,
Eles não passam a noite em claro, remoendo as suas culpas,
Nem me aborrecem falando de sua obrigações para com Deus,
Nenhum deles de mostra insatisfeito,
nenhum deles se acha dominado pela mania de possuir coisas,
Nenhum deles fica de joelho diante de outro,
nem diante da recordação de outros da mesma espécie que viveram há milhares de anos,
Nenhum deles é respeitável ou desgraçado em todo mundo.
Foto: Adrian Jones
Sou um criminoso
30 30UTC Setembro 30UTC 2009
Você já trocou algumas músicas com seus amigos? Fez alguma cópia de um filme passando na TV para assistir mais tarde? Fez alguma cópia de um DVD ou CD que você comprou? Ao invés de ir até a biblioteca mais próxima, leu no seu computador algum livro em formato eletrônico que estava a um clique de distância? Deixou na pasta da sua disciplina um livro para seus alunos fazerem uma cópia? Já copiou algum livro ou trecho de livro, porque seria economicamente inviável comprar todos os livros necessários para um determinado fim? Usou algum artigo científico que não constava na lista de periódicos de sua universidade? Até mesmo copiou algum poema sem pedir autorização para o autor, usando num cartão romântico para sua pessoa querida? Usou algum avatar de alguma figura que achou na Internet e nem sequer notificou o autor? Contou alguma piada sem se preocupar com quem a criou? Usou alguma figura que achou na Internet ou revista para algum trabalho do colégio ou faculdade? Ou você é daqueles que roubou algo da lista de David Weinberger?!
Se respondeu sim a alguma dessas perguntas, você juntou-se ao grupo dos criminosos do “copyright”. Vou tirar uma foto mais tarde e enviar para eles.
(Publicado originalmente dia 13 de setembro de 2008 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/31970.html)
Juno: sugestão para quem enfrenta o problema da gravidez durante a adolêscencia
29 29UTC Setembro 29UTC 2009
Se você é uma jovem adolescente que acaba de se deparar com o problema da gravidez precoce e chegou até aqui, deixo logo minha sugestão, caso não leia até o final do texto: assista ao filme Juno (crítica em português). Certamente muitas de vocês já devem ter ouvido as mais absurdas opiniões, como “Engravidou, agora você é responsável pelos seus atos.” Quero deixar claro que, apesar de considerar um erro um jovem casal gerar uma criança, não acho que eles devam, como uma punição moral, se sentirem culpados pelo descuido e, num país como o nosso, muito provavelmente ignorância ou falta de perspectiva a longo prazo. Me refiro a ignorância não apenas sobre métodos contraceptivos, como também, principalmente, sobre a responsabilidade de criar uma criança. Como pode alguém achar que um adolescente é capaz de dar os cuidados necessários que toda criança merece? Acredito que quem pensa que sim não pode estar usando a razão e quer, devido ao seu senso de justiça moral, impor a punição nos adolescentes, quando, na verdade, o principal prejudicado é o novo ser que está por vir a nascer.
Em relação ao filme, logo no começo, quando a adolescente de 16 anos, Juno, representada por Ellen Page (que atuação simpática!), uma das primeiras coisas que ela pensa em fazer é abortar. Chega a ir numa clínica de aborto, mas desiste (apesar de eu ser a favor da possibilidade de escolha de aborto pela mãe, não vou entrar no mérito da questão aqui, ainda mais por viver numa sociedade como a nossa, onde crenças dogmáticas preponderam). Percebe-se que Juno, ao querer contar para os pais que está grávida, demonstra um enorme sentimento de culpa. A reação dos pais, após descobrirem o que ocorrera, é um tanto amigável. Outra atitude que acho importante para os pais numa situação como essa: apoiar seus filhos e não crucificá-los cruelmente, os ajudando a tomar a melhor decisão diante do já ocorrido.
Abandonada a idéia do aborto, Juno decide doar sua criança. Como num passe de mágica (comum a um filme), logo encontra um casal e vai, mais tarde, conhecê-los para certificar que são as pessoas adequadas para cuidarem da criança. Atitude louvável, na minha opinião, para quem é contra o aborto. Se temos na sociedade pessoas com condições financeiras, psicológicas e que possam dar amor para uma criança, porém enfrentam dificuldades para gerar um bebê, por que não dar essa oportunidade a eles? Não vejo o ato da doação no presente contexto apenas como uma fuga do problema (cuidar de uma criança ainda imaturos), mas como a melhor solução para o problema.
O desenrolar do filme é muito bom. A graciosa atuação de Ellen Page é muito divertida. Escolheram uma ótima atriz para o papel da adolescente que enfrenta o problema junto com o seu amigo Paulie, o pai da criança. Alguns obstáculos enfrentados pelo casal que vai receber a criança, como a incerteza de que Juno vai realmente doar a criança, também são interessantes. Para um casal que se gosta e quer ter filhos, como deve ser chata a situação de criarem uma expectativa de adotar alguma criança, mas acabarem recebendo um não. Apesar de que, na minha opinião, para se adotar não é necessário que a criança seja apenas recém nascida.
Escrevi um dia desses que, atualmente, não cogito, de forma alguma, ter um filho meu. Como tentei argumentar sobre meu ponto de vista, para que ter filhos? Por que não adotar?
Fica aqui minha sugestão dessa divertida comédia-dramática, com uma trilha sonora bem bacana e, principalmente, sobre um tema tão importante abordado de forma inteligente. Importante pois, afinal, termos tantas crianças com cuidados aquém do que merecem é o começo do mundo tão cruel em que vivemos.
(Publicado originalmente 25 de março de 2008 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/19102.html)
Para que ter filhos? Por que não adotar?
29 29UTC Setembro 29UTC 2009
(Publicado originalmente 8 de fevereiro dee 2008 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/15577.html)
Um questionamento sem muita reflexão sobre a resposta, apesar de eu ter uma opinião formada atualmente, que pode mudar,
certamente, como já mudou. Como sempre gostei de crianças, antigamente eu pensava em algum dia ter uma família e filhos. Isso na época que pouco lia jornais, menos conhecia os humanos e tinha uma visão mais otimista quanto ao rumo do planeta. *risos* Acredito que deve ser uma experiência fantástica cuidar de uma criança filha minha, apesar das dificuldades que devem existir e eu nem imagino quais são, pois não sou pai. Que seja, isso é apenas especulação.
Agora, mesmo que eu decida algum dia ter uma família com filho e tenha condições financeiras para ajudar no sustento dessa família (certamente minha esposa também ajudaria, caso contrário não seria minha esposa :-), por que ter um filho meu ao invés de adotar? Se temos um mundo como o nosso, com tantas coisas ruins, para que vou criar mais um ser consciente de tudo isso. Sei que há muita coisa boa, fato, mas tenho dúvidas se elas compensam a quantidade de coisas ruins (isso é um assunto que pretendo não tocar agora, é muito complicado!). Pode ser uma visão muito pessimista. Acho que não.
Além disso, de gerar mais um ser consciente, nascem (e nascerão! :-() tantas crianças filhas de pais irresponsáveis e ignorantes, que ou serão abandonadas, ou terão vidas miseráveis, seja financeiramente, seja sem o bom trato que toda criança deveria ter. Sobre o que é bom trato, isso me parece um pouco intuitivo, mas acho que não é bem assim para a maioria das pessoas. Basta vermos o número de crianças que vemos trabalhando para seus pais, as que apanham e tantas outras mazelas que vemos crianças sofrerem.
Levando esses dois fatores em conta, colocar mais alguém no mundo e já existe muita gente que precisa de uma família decente, não seria mais sensato adotar crianças? Qual seria a justificativa para ter um filho, caso eu queira algum dia adotar uma família? A justificativa ‘quero ter um filho com meu gene’ tem algum sentido? Não para mim.
Pensei nisso esses dias, apesar de eu saber que ainda vai demorar uns bons anos para eu chegar na situação ideal, na minha opinião, para constituir uma família. Apenas mais um pensamento aleatório.
Créditos
Foto tirada por carf (clique na foto para ampliá-la).
Tom de Everton?
28 28UTC Setembro 28UTC 2009
(Publicado originalmente dia 20 de agosto de 2007 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/5728.html)
Uma confusão que fizeram com o nome de um amigo agora, além de minha namorada ter contado a estória para umas amigas dela no fim de semana, me fez lembrar uma confusão que uma jornalista fez no começo do ano com meu nome.
Eu estava voltando para São Paulo da Ilha do Mel, no Paraná, com minha namorada, após ter passado a virada do ano nessa ilha acampando. Tivemos que pegar um ônibus para Curitiba e um outro para São Paulo.
Com as peles douradas e mochilões nas costas, éramos turistas facilmente identificáveis. Enquanto esperávamos o ônibus para a volta, uma repórter da TV Bandeitantes nos parou perguntando se podia fazer umas perguntas para uma matéria para o jornal da Band sobre a volta das férias para o trabalho. Aceitamos.
Ela (infelizmente esqueci o nome) começou a fazer perguntas como para onde tínhamos ido, se foi possível descansar para a volta às nossas atividades, qual minha atividade etc.. A última pergunta foi, ‘Como você se chama?’ Acabei respondendo apenas meu apelido, explicando a origem, ‘Tom, de Everton’.
Após responder todas perguntas, a repórter pediu que eu as repitisse para gravar. Tudo acertado, começou a gravação e a moça:
- “Estamos aqui com Tom de Everton para falar sobre…”
A gravação foi até o fim e ia passar no jornal da Band à noite desse dia. Pena que eu estava no ônibus e não pude gravar.
Uma chama de esperança que não pode apagar…
11 11UTC Maio 11UTC 2009
(Publicado originalmente dia 13 de setembro de 2007 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/6567.html)
Lembro-me até hoje do calafrio que senti quando li o prólogo da autobiografia de Bertrand Russell, ainda no meio da minha graduação em física, há alguns anos atrás, What have I lived for (Para que vivi). Tinha descoberto mais um herói.
Three passions, simple but overwhelmingly strong, have governed my life: the longing for love, the search for knowledge, and unbearable pity for the suffering of mankind. These passions, like great winds, have blown me hither and thither, in a wayward course, over a great ocean of anguish, reaching to the very verge of despair. (grifos meus)
Até então admirava Mahatma Gandhi, apesar de apenas conhecer um pouco sobre ele através de um filme, que me marcou quando vi ainda quando eu tinha uns 15 anos, e depois sua autobiografia, que li no começo de minha graduação, por volta do ano 2000. Conheço pouco sobre Gandhi, mas quero acreditar que foi um grande homem, assim como quero acreditar que Russell o foi. Espero descobrir outros heróis.
Acho curioso terem sido raras as ocasiões, durante toda minha vida, em que encontrei pessoas que admirassem outrém. Muito pelo contrário. Cheguei, principalmente quando mais jovem do que atualmente, a me sentir como um passarinho fora do ninho quando comentava sobre minha admiração das idéias e ações de alguns homens. Felizmente, recentemente descobri o seguinte texto de Will Durant, da Introdução do livro ‘Os grandes pensadores’, que encontrei num sebo (excerto):
Dos muito ideais que na mocidade dão à vida uma significação e uma radiância que faltam a algumas friorentas perspectivas da idade madura, um pelo menos não se adormeceu em mim, permanecendo brilhante como no começo – a intrépida adoração dos heróis. Numa idade que nivela tudo e nada reverencia, ponho-me ao lado de Carlyle e acendo minhas velas, como Pico de Mirandola diante da imagem de Platão, no santuário dos grandes homens.
Digo intrépida porque sei como está fora de moda admitir na vida ou na história, gênio mais alto do que nós mesmos. O dogma democrático nivelou não somente todos eleitores com todos líderes; deleitamo-nos em demonstrar que os gênios vivos não passam de mediocridades e que os gênios mortos não passam de mitos. Ao crermos em Wells, César foi um pateta, e Napoleão, um louco. Mas como é contrário o bom-tom de louvar-nos a nós próprios, chegamos ao mesmo fim por uma senda indireta: rebaixando todos os grandes homens da terra. Em alguns isso será, talvez, um nobre impiedoso ascetismo que procura arrancar dos corações os últimos vestígios da adoração, de medo que os deuses voltem e de novo nos aterrorizem.
De minha parte apego-me à religião dos heróis e nela descubro contentamento e estímulo mais duradouro que os peculiares aos êxtases devotos da mocidade. [...]
[...]
Contemplar tais homens, insinuar-nos pelo estudo em seu convívio, observá-los no labor e aquecer-nos à flama que os consome – isto é reconquistar alguma coisa do êxtase que a juventude nos dava, quando no altar ou no confessionário sentimos a presença de Deus. Nessa sonhadora juventude criamos que a vida era um mal, e que só a morte nos poderia erguer ao paraíso. Erro. Ainda em vida podemos penetrar no Éden. Cada grande livro, cada obra de arte, cada biografia dum grande homem, constitui um apelo e um abre-te sezamo para os Campos Elísios.
Muito cedo apagamos a chama da nossa esperança e da nossa reverência. Mudemos nossos ídolos e reacendamos as velas.
Está fora de moda admitir gênio mais alto do que nós mesmos. O livro é de meados do século passado. Talvez esteja aí um indício da resposta a minha curiosidade.
Cooperação e liberdade
5 05UTC Maio 05UTC 2009
(Publicado originalmente dia 10 de março de 2007 em http://stoa.usp.br/tom/weblog/902.html)
Excerto do capítulo “Ensinar ou não ensinar”, do livro “De Eros a Gaia”, de Freeman Dyson:
Eu pertencia a uma pequena minoria de meninos que não era dotado de força física nem habilidade atlética, tinha outros interesses que não o futebol e estava comprimido entre a opressão da lixa e do chicote. (Lixa de outros estudantes, chicote do diretor que ensinva latim) Odiávamos o diretor com sua gramática latina e odiávamos ainda mais os meninos cuja cabeça só comportava futebol. O que poderia fazer para se defender essa minoria de pobres intelectuais indefesos, que mais tarde e em outro país difou conhecida como nerd? (o outro país é os EUA) Descobrimos nosso refúgio na ciência. Sem nenhuma ajuda das autoridades escolares, fundamos uma sociedade científica. Como minoria perseguida, procuramos não chamar atenção. Realizávamos nossas reuniões de forma discreta e quieta. Não podíamos nos aventurar em experiências de verdade. Tudo o que podíamos fazer era partilhar nossos livros e explicar uns para os outros o que não entendíamos. Mas aprendíamos muito. Mais que qualquer outra coisa, aprendemos aquelas lições que não poderiam ser ministradas nos cursos formais, que a ciência é uma ação harmoniosa de cérebros contra a ignorância, que a ciência é uma vingança das vítimas contra o opressor; que a ciência é um território de liberdade e amizade em meio à tirania e o ódio.
Lendo isso, sinto calafrios.
Idealizo que melhoras ainda são possíveis. Idealizo que algumas almas ainda podem ir de encontro à liberdade e a amizade. Idealizo menos ódio.



